Supermercados são obrigados a retirar todo o estoque dos produtos Ades
A Agencia Nacional de Vigilância sanitária (ANVISA) constatou contaminação por soda caustica dos estoques de sucos da marca Ades.
Estabelecimentos de vendas como mercados,padarias e lanchonetes deverão retirar dos seus estoques todos os lotes de sucos da marca Ades, por ordem de Paulo Arthur Góes ( Diretor executivo da fundação de proteção de Defesa do consumidor de são Paulo PROCON-SP) pois foram encontrados indícios de contaminação por soda causticas relatados pela Agencia Nacional de Vigilância sanitária (ANVISA). Por falta de informação alguns estabelecimentos em São Paulo preferiram recolher todos os produtos da Ades para não correrem risco.
Em uma Loja de Carrefour localizada na zona norte de São Paulo, um comunicado no corredor de sucos relatava que a falta dos sucos Ades devia-se a Resolução nº 1.005 da Anvisa. A resolução consistia em apenas suspender os produtos Ades com lotes iniciados com as letras "AG" fabricados em 1 das 11 linhas de produção do suco na planta de pouso Alegre (MG) da Unilever, responsável pela marca.
De acordo com os assessores de imprensa da empresa Unilever, aconteceu um desentendimento por parte da ANVISA quando a mesma divulgou a lista com as 32 variedades de Ades, em que os lotes AG deveriam ser suspensos. Paulo Góes criticou a maneira da empresa Unilever por parte da divulgação precária em relatar qual substancia contaminada estaria presente no produto. "Em uma analise inicial o comunicado da empresa poderia ter sido mais enfático no que toca aos ricos. Ele apnes diz solucação limpeza. Poderia ter informado que era soda cáustica", disse.
Na segunda –feira 18 de março, a Ala responsável pelo atendimento telefônico do Serviço de Atendimento ao consumidor (SAC) da Empresa ficou congestionada por uma boa parte do dia, e o site da multinacional da empresa não divulgava informação nenhuma sobre a contaminação do produto. Até o final dessa semana deverá ser informado o laudo técnico da inspeção da fabrica feita pelos fiscais das vigilâncias sanitárias de Minas Gerais e de Pouso Alegre. Entretanto os fiscais atribuem a decisão final sobre o caso a Anvisa já que o produto tem distribuição nacional.
Contaminação:
Já foram registrados pela Unilever 14 casos de pessoas que tiveram problemas com a ingestão do produto no lote considerado contaminado. Segundo a empresa todas as vitimas passaram por assistência media e não precisaram de internação. Em um caso isolado um adolescente de 17 anos relatou que ao consumir o produto teve queimações na boca. Esse caso foi registrado em Cabedelo região metropolitana da Paraiba. A família do garoto acusa a empresa por lesão corporal. A família relata que Após o contato com o suco, o estudante começou a sentir a boca arder e a mucosa passou a sangrar. A família também relatou a presença de um liquido transparente, com ausência de cheiro. E esse mesmo produto chegou a corroer o fundo de uma panela de alumínio. Isso ocorreu na noite de 7 de março, antes do recall anunciado no dia 14 pela Unilever. O suco era do sabor maça de 1,5 litro mais não foi informado se fazia parte do mesmo recall. Amostras do suco foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

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