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| Cantor Gilberto Gil, participando do Flip/Imagens da internet |
Um dos participantes da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que aconteceu nesta quinta(4), o cantor e
compositor baiano Gilberto Gil fez rigorosas críticas à ausência de pessoas das
classes sociais menos favorecidas nos estádios brasileiros durante a Copa das
Confederações.
“Não sei o que vai ser feito, se
com cotas através do governo ou mesmo da iniciativa privada, o que não dá é pra
gente fazer uma Copa no Brasil sem os negros, os pobres, sem os
torcedores nos estádios. Estive no Maracanã na final da Copa das Confederações
(Brasil X Espanha), um lugar onde sempre vou por causa do Fluminense. Lá, vi o
(Joseph) Blatter, o Zagallo, a Ivete (Sangalo), o Bebeto, mas não vi o povo”,
afirmou Gil.
O cantor ressaltou “Na hora em
que o Fred e o Neymar foram comemorar os
gols, ali próximo de onde era a Geral, vi o Maracanã muito esbranquiçado, sem
matiz. Não dá para uma Copa não ter a (presença da) Mangueira, não ter a
Rocinha e a Cajazeiras, lá em Salvador”.
Gil comentou ainda sobre as manifestações populares do país, e
qualificou de raves e arrastões: “Vamos para a rua fazer política, mas vamos
com as nossas formas culturais cultivadas hoje. Os arrastões são outra forma
importante de manifestação cultural, dos menos favorecidos, dos mais marcados
pelo ferrão da história”.

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